Capitão do barco do Greenpeace preso na Rússia diz que sente muito


Peter Willcox diz que, em 40 anos, nunca enfrentou acusação semelhante.
Ele está preso na Rússia junto de outros 29 ativistas, incluindo a brasileira.

Imagens divulgadas nesta quarta pelo Greenpeace mostram momento em que ativistas são detidos por autoridades russas em 18 de setembro, durante ação realizada no Mar do Norte. As imagens foram feitas com a ajuda de um aparelho celular e o Greenpeace não in (Foto: Divulgação/Greenpeace)

Imagens divulgadas pelo Greenpeace mostram momento em que ativistas são detidos por autoridades russas em 18 de setembro, durante ação realizada no Mar do Norte. As imagens foram feitas com a ajuda de um aparelho celular.

Peter Willcox, o capitão do “Artic Sunrise”, o barco do Greenpeace abordado pelas autoridades russas no dia 19 de setembro no Ártico e cujos 30 tripulantes estão detidos e acusados de pirataria no país, declarou nesta segunda-feira (14) que lamenta a situação.

“Se pudesse voltar atrás, ficaria em Nova York. Lamento muito”, afirmou o capitão de 60 anos, que cumpre uma pena de prisão preventiva de dois meses junto a seus tripulantes, entre eles a brasileira Ana Paula Maciel.

“Há 40 anos pratico este ofício e jamais houve uma acusação semelhante”, declarou Peter Willcox ante um tribunal de Murmansk (noroeste da Rússia), que examina sua apelação.

Citado pela agência Ria Novosti, o capitão também declarou ante o tribunal que sofre de problemas cardíacos.

Em 1985, Peter Willcox comandava um barco da organização de defesa do meio ambiente Greenpeace, o “Rainbow Warrior”, quando ele foi explodido por agentes secretos franceses no porto de Auckland, na Nova Zelândia, enquanto fazia uma campanha contra os testes nucleares na Polinésia.

Esta operação, que deixou um morto, o fotógrafo Fernando Pereira, de 35 anos, provocou um enorme escândalo internacional.

Willcox, que está sob prisão preventiva por dois meses, assim como outros membros da tripulação, já foi condenado a pagar uma multa de 20 mil rublos (450 euros) por se negar a obedecer as autoridades.

A tripulação era composta por pessoas provenientes de 18 países diferentes, entre eles Rússia, Estados Unidos, Argentina, França, Brasil, Holanda e Reino Unido, mas apenas a Holanda solicitou publicamente que estas pessoas fossem libertadas.

O “Artic Sunrise” foi abordado e posteriormente rebocado por um comando transportado por helicóptero da guarda-costeira russa no Mar de Barents (Ártico russo) depois que vários de seus tripulantes, a bordo de botes infláveis, se aproximaram de uma plataforma petroleira russa e tentaram escalá-la para, segundo eles, colocar uma bandeira denunciando os riscos ecológicos.

Toda a tripulação do barco – 28 militantes do Greenpeace, 26 deles estrangeiros, e dois jornalistas freelancer – foi acusada de ‘pirataria em grupo organizado’ e pode ser condenada a 15 anos de prisão.

Na última quarta-feira, o comitê investigador russo anunciou que estudava novas acusações por crimes agravados contra a tripulação, afirmando que foram apreendidos produtos entorpecentes a bordo do “Artic Sunrise”.

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