Pentágono diz que míssil no Mediterrâneo “não tem nada a ver” com a Síria


O míssil disparado no âmbito de um exercício conjunto israelo-norte-americano foi um “teste” e “nada tem a ver” com uma eventual ação militar dos EUA na Síria, referiu hoje o porta-voz do Pentágono, George Little.

Pentágono diz que míssil no Mediterrâneo não tem nada a ver com a Síria

“Este ensaio não tem nada a ver com a análise, pelos Estados Unidos, de uma ação militar para responder ao ataque químico na Síria”, afirmou em comunicado.

“Ao início da manhã, o departamento americano da Defesa forneceu uma assistência técnica e um apoio à agência antimíssil israelita para um voo de ensaio de um míssil Sparrow sobre o Mediterrâneo”, acrescentou o porta-voz.

Este teste militar estava planeado “há muito tempo”, precisou, para avaliar a capacidade do sistema de defesa antimíssil israelita Arrow em detetar, acompanhar e trocar informações sobre uma “ameaça simulada contra Israel”.

O ministério da Defesa russo, que nos últimos dias enviou diversos navios para o Mediterrâneo destinados a vigiar os preparativos de uma operação militar contra o regime de Bashar al-Assad, indicou esta manhã ter detetado o lançamento de dois mísseis balísticos disparados “da parte central do Mediterrâneo em direção à costa leste”.

O ministério israelita da Defesa reconheceu de seguida ter disparado, em coordenação com as forças militares norte-americanas, um míssil Anchor, a designação israelita do Sparrow.

“Foi o primeiro disparo de ensaio desta versão do míssil, que foi conduzida (…) sobre o Mediterrâneo. Todos os elementos do sistema funcionaram em conformidade com a figuração operacional”, precisou em comunicado o ministério israelita.

Este teste ocorreu após o anúncio por Israel, na semana passada, da instalação de sistemas de interceção antimísseis em Telavive em resposta a uma escalada do conflito ou de represálias no caso de uma eventual intervenção militar na Síria.

O Presidente dos EUA, Barack Obama, anunciou no domingo a intenção de efetuar uma operação militar limitada na Síria após um ataque com armas químicas em 21 de agosto nos arredores da capita síria, e atribuído pelos serviços secretos dos EUA e França ao regime de Damasco.

Cinco contratorpedeiros norte-americanos, equipados com mísseis de cruzeiro Tomahawk, cruzam atualmente a região do Mediterrâneo oriental.

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