Nova teoria apresenta explicação para condição rara que faz bebê pegar fogo instantaneamente


Professor britânico mostrou através de testes que sua teoria tem coerência.

Nova teoria apresenta explicação para condição rara que faz bebê pegar fogo instantaneamente

Uma mulher chamada Rajeshwari Karnan deu à luz Rahul, uma criança que nasceu com condição rara que o faz pegar fogo instantaneamente. Os vizinhos da aldeia onde moram ficaram com medo de que a criança pudesse provocar um incêndio no local, e por isso a família teve que sair de casa.
 
A criança foi levada este mês para ser examinada em um hospital na cidade de Chennai, e os médicos continuaram confusos. Mas agora alguns especialistas estão dizendo que o bebê sofre de combustão humana espontânea, um dos mais misteriosos fenômenos já vistos.
 
“Estamos em um dilema e não chegamos a qualquer conclusão,” disse o Dr. Narayan Babu. “Os pais têm sustentado o fato de que o bebê é queimado instantaneamente sem qualquer provocação. Estamos realizando inúmeros testes. Nós não podemos dizer que é SHC (combustão humana espontânea na sigla em inglês) até que todas as investigações estejam concluídas”.
 
O que chama a atenção é que o corpo humano é extremamente difícil de queimar. Somos compostos por grande parte de água. E as partes que não são úmidas – especialmente nossos ossos – requerem uma enorme e constante quantidade de calor para transformar-se em cinzas.
Para se ter uma ideia, um crematório usa pelo menos 30 metros cúbicos de gás, juntamente com 600 metros cúbicos de ar pré-aquecido para incinerar um cadáver. Se fosse necessário apenas uma pequena lareira ou um cigarro para queimar um corpo (como dizem os céticos sobre este assunto), então esses lugares não seriam necessários.
 
A combustão humana vem ganhando aceitação. Em 2010 um médico legista em Galway, na Irlanda, disse que um homem de 76 anos encontrado morto carbonizado na sua sala de estar tinha sido vítima deste fenômeno.
 
Um estudo feito há alguns anos sugeriu que casos como este eram provenientes de consumo de bebida alcoólica. A explicação de que o álcool era o culpado rapidamente pegou, especialmente entre os moralistas que eram contra. Em 1832, uma revista popular vitoriana alegou que todos aqueles que de repente explodem vivem habitualmente embriagados.
 
Mas um cientista chamado J. von Liebig tentou provar o contrário, usando partes anatômicas humanas embebidas em álcool, e elas simplesmente não queimaram. Em outra série de experimentos macabros, ele injetou etanol em ratos e tentou fazê-los pegar fogo, mas novamente não obteve sucesso.
 
Durante o século passado, casos de combustão humana espontânea foram mais amplamente noticiados e novas teorias surgiram. Uma que ganhou destaque foi a do chamado “efeito pavio”, indicando que as roupas das vítimas começavam a queimar, derretendo a gordura do corpo, como acontece com uma vela. Alguns experimentos sugeriam que este poderia de fato ser a explicação, mas dois pontos importantes não era explicados: como é que o fogo começa? E como é que os ossos queimam?
 
Um experimento colocou ossos em um forno a 500 graus célsius, durante oito horas. Mesmo assim ele ficou intacto. No caso de combustão humana, tudo vira cinzas. O efeito pavio não poderia gerar calor suficiente para incinerar totalmente um corpo.
 
Para tentar explicar o caso, o biólogo britânico Brian J. Ford lançou uma nova teoria. Em dois artigos recentes, o professor Ford explica que a combustão espontânea humana pode ser causada por uma substância química chamada acetona, que é produzida naturalmente no corpo. Em humanos saudáveis, a acetona é normalmente eliminada através da urina, mas quando as pessoas sofrem de determinadas doenças, os níveis de acetona podem acumular-se no organismo.
 
O professor diz que este fenômeno se chama cetose, fazendo com que a acetona do corpo aumente. A cetose pode ter uma variedade de causas, incluindo o alcoolismo, diabetes, uma dieta rica em gordura, e até mesmo a dentição em bebês. Além disso, a acetona infunde-se bem em gordura humana.
 
Um experimento em modelo de escala, a partir de pedaços de carne de porco – a carne de animais que mais se aproxima da nossa – foi feito. O “boneco de porco” foi marinado em acetona, vestido com roupas, e colocado em uma cadeira. O professor Ford em seguida usou um isqueiro de gás, e o corpo teste explodiu, se transformando em uma bola de fogo, sendo completamente consumido em menos de uma hora. Na verdade as pernas não queimaram por completo, já que não há gordura suficiente no local. A acetona foi tão volátil que uma centelha poderia ocasionar o incêndio.
 
A explicação parece bem razoável. Mas no caso do bebê Rahul, os níveis de acetona medidos em seu sangue não estavam altos. Isso pode significar uma série de coisas. Pode ser que a acetona de Rahul agora diminuiu, e ele está seguro no momento. Ou isso poderia significar que os altos níveis de acetona em bebês são armazenados na gordura, e não entram na corrente sanguínea – e, portanto, não aparecem em exames de sangue. 
 
Pode até ser que a teoria do professor Ford esteja de fato errada. De qualquer maneira, os pais de Rahul tomam providências para não correrem riscos. Ele dorme com um balde de água ao lado de sua cama, para um eventual caso de emergência.

Fonte: Daily Mail

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