Paralisação de motoristas e cobradores prejudica 75 mil passageiros em Campinas


Em maio deste ano, mais de 150 ônibus da empresa Viação Boa Vista, que fazem parte do sistema de transporte metropolitano entre as cidades de Campinas, Hortolândia e Monte Mor, não saíram da garagem

Em maio deste ano, mais de 150 ônibus da empresa Viação Boa Vista, que fazem parte do sistema de transporte metropolitano entre as cidades de Campinas, Hortolândia e Monte Mor, não saíram da garagem.

Uma paralisação de motoristas e cobradores de ônibus prejudica na manhã desta sexta-feira (9) mais de 75 mil passageiros em Campinas (93 km de São Paulo). Este é o segundo dia da greve realizada por trabalhadores de 283 ônibus de 55 linhas da região leste da cidade, que abrange quatro bairros e dois distritos.

De acordo com a Empresa Municipal de Desenvolvimento (Emdec), os manifestantes usam pelo menos 250 coletivos para bloquear vários pontos da cidade, como a avenida Lix da Cunha, o acesso à rodoviária e ao terminal metropolitano Prefeito Magalhães Teixeira.

Com isso, o trânsito está complicado em toda a cidade. Ônibus de outras empresas e metropolitanos também foram impedidos de circular por causa dos bloqueios. O sindicato que representa a categoria afirma que o protesto está relacionado à mudança no convênio médico dos funcionários.

Antes, a categoria era atendida por um plano de saúde nacional, que custava R$ 71 mensais. Os funcionários arcavam com metade do valor e a empresa com a outra metade. Agora, o convênio é regional e custa R$ 79,99 por mês. Deste valor, 45% é descontado da folha de pagamento dos funcionários, que não aprovam o plano.

Segundo a Associação das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Campinas (Transurc), a empresa VB Transportes e Turismo Ltda se reúne com os funcionários na garagem, localizada no bairro Bonfim, para entender a reivindicação dos motoristas e cobradores.

Protesto

A Câmara Municipal de Campinas informou que vai entrar na Justiça para pedir indenização contra os manifestantes que invadiram e praticaram vandalismo no plenário na noite de quarta-feira (7).

De acordo com o presidente da Casa, vereador Campos Filho (DEM), as ações serão movidas contra as 138 pessoas detidas pela Polícia Militar (PM), identificadas no 4º Distrito Policial e que acabarem indiciadas pela Policia Civil como responsáveis pelos atos de vandalismo contra o patrimônio público.

“Assim que a Polícia Civil proceder a investigação e pedir o indiciamento dos vândalos, a Câmara vai ingressar com uma ação pedindo uma indenização pelos danos causados”, disse o presidente. Imagens gravadas pela TV Legislativa durante toda a ocupação já estão com a polícia.

O material será peça importante no trabalho de identificação e posterior responsabilização dos autores. “Nós vamos atrás deles e cada um terá de pagar pelos prejuízos causados, disso podem ter certeza”, acrescentou.

Mascarados

O plenário foi ocupado por um grupo de cerca de 200 manifestantes, alguns encapuzados e mascarados. O grupo, que exigia melhorias no transporte público, ficou no local por cerca de cinco horas. Depois de cinco tentativas de acordo, a PM entrou no Plenário e retirou os manifestantes à força.

Durante a invasão, eles quebraram mesas, cadeiras, equipamentos eletrônicos, danificaram portas e fechaduras, picharam peças do mobiliário e arrancaram placas de revestimento acústico.

Por conta disso, o democrata informou que apenas nos próximos dias, terá condições de apresentar um levantamento do quanto terá de gastar no reparo de máquinas, equipamentos e mobiliário danificados ou destruídos pelos manifestantes, que reivindicam passe livre para estudantes e desempregados, a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Transporte e a saída do secretário da pasta, Sérgio Benassi.

Com três protestos organizados para esta sexta-feira, 9, Campinas vive dia de caos no trânsito. O principal problema é gerado pelas manifestações dos motoristas e cobradores de ônibus da linha verde, que estão no segundo dia de greve.

 

O grupo interdita o trânsito nas principais avenidas na cidade. Nas Avenidas Lix da Cunha e João Jorge, dois dos principais corredores de entrada em Campinas, motoristas e cobradores bloqueiam o tráfego com os ônibus, gerando congestionamento. Na Rodovia Anhanguera foi registrado engarrafamento de 11 quilômetros pela manhã a partir do trevo que dá acesso à Avenida Lix da Cunha.

 

Os motoristas e cobradores da empresa VB3, que circulam nas regiões de Barão Geraldo, Amarais e Cidade Universitária, cobram melhorias no plano de saúde. Pelo menos 70 mil passageiros usam a linha verde por dia.

 

Também há manifestações previstas de guardas municipais, que estão em greve por melhores salários e condições de trabalho, e de agentes de trânsito, os amarelinhos, da Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), também parados.

 

Fonte:  Bol Noticias

Anúncios

Deixe o seu comentário ele é muito importante para nós.

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s