Polícia do RS apresenta robô antibombas para a Copa do Mundo


Equipamento auxilia policiais remover objetos suspeitos à distância; kit antibombas tem raio X e detector de gases.

Robô antibomba entrega boneco do Grupo Armado de Táticas Especiais (Gate) ao secretário de Segurança Pública, Airton Michels Foto: Claudio Fachel / Divulgação

Robô antibomba entrega boneco do Grupo Armado de Táticas Especiais (Gate) ao secretário de Segurança Pública, Airton Michels.

A Brigada Militar (Polícia Militar do Rio Grande do Sul) apresentou nesta quinta-feira um kit antibomba para reforçar a segurança da Copa do Mundo em 2014. O principal item é um robô de pequeno porte, controlado por controle remoto, que tem a capacidade de ajudar a identificar e remover objetos suspeitos e artefatos explosivos.

Avaliado em R$ 2,48 milhões, o kit comprado pelo Ministério da Justiça conta, além do robô, com equipamentos de raio X portáteis, capazes de identificar o interior de objetos suspeitos, um detector de gases tóxicos e substâncias explosivas e outros equipamentos de segurança.  Em breve, a PM receberá um complemento ao robô – um canhão pequeno de jato de água para que o próprio equipamento possa desarmar componentes de explosivos.

Para o secretário de Segurança Pública do Rio Grande do Sul, Airton Michels, o robô antibomba ajudará a polícia a evitar transtornos em casos de ameaças de bomba. Com equipamentos de raio X acoplados ao robô, a PM poderá rapidamente identificar bombas falsas, sem realizar grandes operações para detonar explosivos.

“Temos tido frequentemente casos de ameaças de bomba e geralmente se trata de uma simulação. Quando a simulação é muito grosseira, vamos poder antever isso e evitar transtornos”, disse Michels.

Braço do robô tem precisão de uma mão humana Foto: Claudio Fachel / Divulgação
Braço do robô tem precisão de uma mão humana.

Com capacidade de ser controlado a uma distância de 300 metros em campo aberto, o robô antibombas é dotado de duas esteiras articuladas e câmeras. O equipamento é capaz de subir escadas e tem a precisão de uma mão humana para mover objetos, evitando que policiais sejam expostos a explosivos. 

As câmeras funcionam como “olhos” para os operadores, que acompanham pelas imagens transmitidas até um computador portátil. As imagens são registradas para auxiliar a investigar os responsáveis por eventuais ameaças. “O robô atuará tanto na remoção de artefatos, como na investigação prévia. Se tivermos que detonar um objeto, não terá problema nenhum. Tudo ficará gravado para a investigações”, disse o major Douglas da Rosa Soares, comandante da 3ª Companhia do Batalhão de Operações Especiais (BOE).

A novidade já foi testada em uma ocorrência em Porto Alegre, nesta semana. Um morador do bairro Nonoai, que vinha sofrendo ameaças, chamou a polícia após encontrar um artefato em frente a sua casa. “Quando o robô levantou a caixa, vimos que se tratava de uma simulação”, contou Soares.

Robô possui duas esteiras que dão versatilidade no deslocamento.
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