Novo presidente da GM assume de olho na Copa e em fidelizar clientes


No Brasil, colombiano Chamorro quer enfatizar atendimento na rede.
Meta da Chevrolet é fechar o ano com 700 mil unidades vendidas.

Santiago Chamorro é o novo presidente da GM do Brasil (Foto: Divulgação)

Santiago Chamorro é o novo presidente da GM
do Brasil.

O colombiano Santiago Chamorro assume a presidência da General Motors do Brasil com foco no atendimento ao cliente e na continuidade da renovação dos carros da Chevrolet. Nesta quarta-feira (7), ao ser apresentado à imprensa, em São Paulo, ele elencou as metas: “fidelizar clientes, alavancar o portfólio e a rede de concessionárias, e fortalecer a presença como indústria no país com o Inovar-Auto (novo regime automovivo)”.

Chamorro foi anunciado no cargo no último dia 1º, no lugar de outro colombiano, Jaime Ardila, que ocupava interinamente o posto ao mesmo tempo em que chefiava a GM América do Sul.

É o terceiro presidente da GM do Brasil em 3 anos: antes dele, estiveram nessa posição as americanas Denise Johnson (de agosto de 2010 a fevereiro de 2011) e Grace Lieblein(de abril de 2011 a dezembro de 2012).

Liderança no varejo
O novo presidente encontra situação bem mais confortável e promissora do que a de suas antecessoras. Até o mês passado, a GM lidera as vendas de automóveis e comerciais leves no varejo (para pessoa física), com 19,98% de participação no mercado neste ano.

O mercado brasileiro está mais sofisticado, a força da classe média é impressionante”
Santiago Chamorro

“O mercado brasileiro está mais sofisticado, a força da classe média é impressionante. Ter esta posição no varejo é muito forte, porque mostra a aceitação dos nossos produtos pelo comprador individual”, observa Chamorro, que era diretor de vendas, serviços e marketing da GM América do Sul. “Para o cliente, é uma decisão difícil com tanto modelo e tanta marca disponível. Isso nos permite focar no portfólio novo”, acrescenta.

Além disso, a Chevrolet teve seu portfólio renovado com 10 modelos – outras novidades ainda estão para chegar, como SUV Tracker. E o mercado brasileiro se mantém forte, e o argentino está em plena retomada (a Argentina é o maior importador de produtos da GM do Brasil).

Com a chegada da Copa do Mundo ao Brasil, no ano que vem, a montadora espera aumentar ainda mais as vendas, aproveitando a demanda de pessoas jurídicas, como taxistas e transportadores de carga.

Marcas de luxo
A promissora economia e o trabalho na imagem dos novos produtos colocam ainda na lista de planos próximos trazer marcas premium da GM, no caso, a Cadillac – como adiantou em fevereiro passado. “Não temos nada confirmado, mas pensamos em estratégias neste sentido. As marcas de luxo em outros segmentos têm mercado crescente”, avalia Chamorro.

Por outro lado, investir em veículos híbridos e elétricos no Brasil foge da meta no curto e médio prazos. A GM considera muito custoso todo o processo e prefere aguardar um momento mais propício e, quem sabe, com incentivos do governo, como defende a Associação das Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

Novo compacto
Nem Santiago Chamorro e nem o presidente da GM para América Latina, Jaime Ardila, quiseram entrar em detalhes sobre os próximos passos da montadora. Entre as questões está os confirmados R$ 2,5 bilhões em investimentos para a fabricação de um novo carro no país. Até agora não foi revelado nem qual será este modelo e nem qual planta receberá a produção. “Estamos em fase de decisão técnica”, afirma Ardila.

Questionado sobre problemas sindicais em São José dos Campos (SP), no Vale do Paraíba, Jaime Ardila afirma que tudo está resolvido. “Estamos contentes com o acordo com o sindicato de São José. A fábrica de lá é sim uma forte candidata (a receber o novo compacto), mas outras questões precisam ser decididas”, explica.

Por outro lado, o projeto de fabricação de transmissões de última geração em Joinville (SC) foi suspenso por conta das dificuldades do mercado europeu em se recuperar. “Não desistimos deste projeto, mas,para justificar a produção no Brasil, precisamos ter o volume que seria exportado para a Europa. Enquanto isso, as obras vão ficar paradas”, lamenta o vice-presidente da GM do Brasil, Marcos Munhoz.

700 mil unidades vendidas
Baseada na forte média de vendas dos compactos Prisma e Onix, que somam 16 mil unidades emplacadas neste ano, a GM tem como meta fechar 2013 com 700 mil unidades Vendidas. Somente em exportações, tendo em vista o crescimento da Argentina, são 100 mil unidades.

Seria uma alta de cerca de 5% sobre as 640 mil unidades registradas no ano passado. É um ritmo de expansão que a montadora pretende manter no ano que vem, mesmo com o fim do incentivo governamental da redução de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), previsto para janeiro.

“Estamos otimistas, especialmente com a Copa. O mercado brasileiro no ano que vem deve ficar entre 3,85 milhões e 4 milhões de veículos, considerando automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus”, anima Chamorro, que, agora, é o responsável por 60% das vendas da GM na América do Sul, que, por sua vez, representa entre 12% e 13% o volume de vendas da companhia norte-americana no mundo.

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