Kirchner preside debate sobre cooperação em Conselho de Segurança


Cristina Kirchner preside reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York Foto: AP

Cristina Kirchner preside reunião do Conselho de Segurança da ONU, em Nova York.

A presidente argentina, Cristina Kirchner, abriu nesta terça-feira no Conselho de Segurança da ONU um debate sobre cooperação entre organismos internacionais organizado pela presidência temporária de seu país no órgão máximo das Nações Unidas.

 

O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e uma dezena de chanceleres participavam do encontro, ao qual foram convidadas várias organizações do mundo emergente, como Unasul (União de Nações Sul-Americanas), Celac (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos), União Africana e Liga de Estados Árabes, entre outras.

 

Após as palavras de boas-vindas de Kirchner, o primeiro a falar foi Ban Ki-moon, que destacou a importância de “trabalhar juntos para prevenir e gerir crises” e lembrou a longa história de cooperação entre a ONU e organizações latino-americanas em missões para resolução de conflitos e manutenção de paz. No entanto, Ban admitiu que “sempre há espaço para melhorar”, mencionando, por exemplo, a necessidade de desenvolver uma “resposta mais rápida” para prevenir conflitos.

 

A Argentina, membro não permanente do Conselho de Segurança da ONU durante dois anos desde janeiro, preside de maneira temporária este órgão durante agosto. O Conselho de Segurança é integrado por 15 Estados membro, cinco dos quais são permanentes com poder de veto (Estados Unidos, Rússia, França, Reino Unido e China) e dez rotativos, com um mandato temporário de dois anos e repartidos de maneira geográfica.

 

Malvinas
A presidente argentina apresentou a reivindicação de seu país pela soberania das Ilhas Malvinas, alvo de disputa com o Reino Unido. “Não se trata de um capricho. Simplesmente dizemos que queremos que a resolução das Nações Unidas seja cumprida e que ambos os países sentem à mesa para discutir a questão”, disse Kirchner em discurso feito durante debate sobre cooperação entre organismos regionais organizado pela presidência temporária de seu país no órgão máximo das Nações Unidas.

 

“Não quero gerar uma polêmica”, enfatizou, no entanto, a presidente da Argentina, considerando que talvez o encontro não fosse propício para tratar o tema.

 

A presidente argentina falou sobre a questão das Malvinas ao referir-se aos problemas de funcionamento das Nações Unidas e à necessidade de mudanças para torná-la mais eficaz. Kirchner lembrou que existe uma situação de “conflito” entre a Argentina e o Reino Unido pelo não respeito à resolução 2065 da ONU, de 1965, que fala sobre a soberania do arquipélago do Atlântico Sul e que pede que as duas partes negociem.

 

“É possível discordar de algo que não está resolvido pela ONU, mas quando este organismo que reúne todos nós, do qual todos somos signatários, que todos nos comprometemos a respeitar suas resoluções, produz em sua Assembleia Geral, órgão máximo deste organismo, uma resolução, não estamos diante de opiniões discordantes”, afirmou.

 

“Estamos diante de uma resolução da ONU que devemos estar dispostos a cumprir enquanto membros ou não”, acrescentou.

 

Em 2012, Kirchner apresentou essa reivindicação perante o Comitê de Descolonização das Nações Unidas, onde a questão está sendo tratada atualmente, pedindo que Londres voltasse a negociar.

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