CGD sobe prejuízos para 182 milhões


A Caixa Geral de Depósitos (CGD) teve prejuízos de 181,6 milhões de euros entre janeiro e junho deste ano, catorze vezes mais do que os 12,7 milhões de euros negativos registados há um ano, divulgou nesta sexta-feira em comunicado.

O banco liderado por José de Matos fechou ainda o primeiro semestre com uma margem financeira alargada de 468,3 milhões de euros, menos 41,7% do que em junho de 2012 e com as comissões líquidas a fixarem-se nos 256,1 milhões de euros, menos 0,7% em termos homólogos. 

As provisões e imparidades foram de 547,2 milhões de euros em junho, numa queda de 24,9% face a junho de 2012, com o banco a destacar o decréscimo em 111,4 milhões de euros das imparidades de crédito líquidas de reversões. 

Os resultados de operações financeiras caíram 23,7% para 195,3 milhões de euros e o resultado bruto de exploração caiu 56,6% para 345,2 milhões de euros. Este valor não inclui as receitas da compra de dívida própria pela CGD, que deram lucros de 171,9 milhões de euros no primeiro semestre

Quanto aos depósitos, na atividade em Portugal, estes cresceram 0,8% em termos homólogos para 54.937 milhões de euros e 2,2% no consolidado para 65.795 milhões de euros.

O crédito em termos consolidados caiu 5,3% para 77.109 milhões de euros. Em Portugal, cedeu 5,1% face a junho 2012 para 60.201 milhões de euros. QUEDA NA CARTEIRA DE CRÉDITO À HABITAÇÃO

Por segmentos, o crédito às empresas em Portugal cedeu uns ligeiros 0,4% entre o fim de 2012 e junho deste ano para 22.690 milhões de euros. A CGD refere, no entanto, que reforçou “as quotas de mercado nos setores mais dinâmicos da economia portuguesa”.  

Já a carteira de crédito à habitação mantém a tendência de queda. Até junho, estes empréstimos cederam 3,9% para 31.305 milhões de euros. Ainda no primeiro semestre, foram realizadas 2.815 operações de crédito habitação em Portugal. Por comparação, em 2009 foram mais de 40 mil as operações no total do ano.

O grau de cobertura do crédito vencido a mais de 90 dias situou-se em 98,1% em junho de 2013, com o crédito vencido total a fixar-se em 6,7%, acima dos 5,7% do final de 2012.

Quanto aos custos, no total, os custos operativos do Grupo CGD aumentaram 2,1% em termos homólogos para 814 milhões de euros, com os custos com pessoal a subirem 7% para 464 milhões de euros. Já os outros gastos administrativos e as depreciações e amortizações baixaram 3% e 7,1%, respetivamente (para 279 milhões de euros e 70 milhões de euros).

Em relação aos indicadores a que os supervisores têm estado especialmente atentos, a CGD terminou junho com um rácio de transformação de depósitos em crédito de 110,5%. 

Quanto ao rácio ‘core tier 1’ (uma das medidas mais eficazes de avaliar a solvabilidade de um banco) este desceu ligeiramente para 11,3% de acordo com os critérios do Banco de Portugal e 9,2% segundo as regras mais exigentes da Autoridade Bancária Europeia (EBA na sigla em inglês). 

A Caixa Seguros e Saúde teve lucros de 75,9 milhões de euros no primeiro semestre, um resultado para que contribuiu a venda dos HPP Saúde por 36,4 milhões de euros.
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