ONG pede que Shell acelere limpeza de vazamento de petróleo no Níger


Justiça holandesa determinou indenização por dois vazamentos.
ONG recorreu para que empresa se responsabilize por outros vazamentos.

Trabalhador mostra mãos sujas de petróleo em imagem feita no Delta do Rio Niger (Foto: AP/Naturepl.com/Jabruson/WWF)

Trabalhador mostra mãos sujas de petróleo em imagem feita no Delta do Rio Níger.

A ONG Amigos da Terra pediu nesta segunda-feira (5) que a companhia petrolífera anglo-holandesa Shell acelere a limpeza da contaminação causada por uma série de vazamentos de petróleo no delta do rio Níger, no sul da Nigéria.

A justiça holandesa condenou a empresa em janeiro deste ano, a pedido da ONG e de outros grupos civis, a pagar uma indenização por dois vazamentos de petróleo registrados na Nigéria entre 2004 e 2007, embora a Shell tenha sido absolvida da responsabilidade por outros incidentes no delta do Níger.

A Milieudefensie, representante da Amigos da Terra na Holanda, e vários agricultores da região atingida recorreram da decisão judicial e esperam que a empresa seja responsabilizada pelos outros vazamentos registrados no rio em uma audiência que será realizada em 2014, informou nesta segunda-feira a ONG em comunicado.

A atividade das petrolíferas em Ogoniland, no sul da Nigéria, deixou um alto nível de poluição na área que pode demorar entre 20 e 30 anos para voltar ao normal, segundo um relatório publicado há dois anos pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

Em seu relatório, o Pnuma acusava a Shell de não ter aplicado em suas explorações em Ogoniland os procedimentos adequados de controle e manutenção, o que pôs em risco a saúde pública.

Subsolo contaminado
Além disso, apontava que o subsolo de algumas áreas estava gravemente contaminado – apesar de a aparência da superfície não indicar os danos – e que pelo menos 10 comunidades de Ogoniland consumiam água com altos níveis de hidrocarbonetos.

O relatório do Pnuma solicitava que a Shell que revisasse o método de limpeza aplicado na região e que desmontasse as instalações petrolíferas abandonadas.

A Amigos da Terra denunciou que, até o momento, a companhia não cumpriu nenhuma dessas recomendações, apesar de ter mostrado apoio ao relatório na época de sua publicação.

“É hora de a Shell investir seu dinheiro onde colocou suas palavras. A companhia deve iniciar um intenso programa de limpeza na Nigéria e seguir as recomendações das Nações Unidas”, declarou a porta-voz da ONG, Geert Ritsema.

A organização também pediu que o governo da Nigéria tome medidas e intensifique a supervisão das emendas da legislação que regem o funcionamento da Shell e de outras petrolíferas.

A transnacional anunciou, na semana passada, que reduzirá pela metade suas operações de extração de petróleo no delta do Níger devido aos riscos e aos roubos de petróleo que acontecem com frequência no país da África Ocidental.

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