Morte de Dominguinhos: amigos e artistas lamentam perda do sanfoneiro


Morto aos 72 anos nesta terça-feira, 23, músico deixa saudades entre admiradores e colegas.

Músico era objeto constante de homenagens e carinhos; na foto, com Elba Ramalho (Roberto Franca/Agencia Enfoco)

Músico era objeto constante de homenagens e carinhos; na foto, com Elba Ramalho.

Assim que a morte de Dominguinhos foi confirmada, vários artistas começaram a se manifestar através das redes sociais, como o Twitter e o Facebook. Músicos de gerações e estilos diferentes, lamentando o falecimento do pernambucano, que estava internado há seis meses e tinha 72 anos.

“Acabei de receber a triste notícia de que o nosso mestre Dominguinhos nos deixou. Meu coração está triste. A música brasileira também. Vamos rezar por ele, pela família. Obrigada por tudo meu mestre e amigo Dominguinhos. Descanse em paz. Você iluminou muitas vidas através da sua música, do seu jeito especial de ser. Tive a sorte de conhecer você, cantar com você, aprender com você. Obrigada!!!”

Marina Elali, cantora

“Dominguinhos meu querido, que teu caminho seja doce, amparado, iluminado e protegido. Por tudo o que tua alma expressou de beleza, delicadeza, por tua música impar, pela pessoa grandiosamente simples que você sempre foi, receba meu carinho, e as bênçãos mais lindas, prá combinarem contigo. Obrigada por tudo querido!

 

Zizi Possi, cantora
“#Tristeza Partiu Dominguinhos. Vá com Deus, amigo!”. “#Dominguinhos. Já era um anjo aqui na Terra, imagine lá no céu…”
Falcão, cantor

 

“Dominguinhos : )) Genialidade, Musicalidade, Serenidade, Elegância e Brasilidade ! #DescanseEmPazDominguinhos”.
Paula Lima, cantora 
 
“Agora que o forró no céu vai ficar bom!
voa, dominguinhos… voa!”
China, cantor

“A Saia Rodada está de luto. Se foi o maior nome do nosso Forró depois de Gonzaga. Vá em paz, Dominguinhos”
Banda Saia Rodada

“Dominguinhos Mestre dos Mestres”
André Abujamra, músico

“Descanse em paz. Morre o cantor, compositor e sanfoneiro Dominguinhos aos 72 anos”
Agnaldo Timóteo, cantor

“Triste a morte de Dominguinhos. Mas me contento em saber q ele agora reencontra amigos saudosos no outro lado, onde chega amparado e querido”
Rafael Cortez, humorista

“Mestre dos mestres Dominguinhos , descanse em Paz!! #saudade #idolo”
Preta Gil, cantora

“Nossa homenagem e agradecimento ao grande Mestre Dominguinhos que tão bem representou nossa música e nossa gente….”
Banda Mastruz com Leite 

“Dominguinhos, preciosidade dessa vida!! E das outras vidas…”
Karina Buhr, cantora e atriz
“Chora Sanfona…. MPB perde toda a genialidade de Dominguinhos. O Brasil, a MPB e o mundo do forró…”
Flávio José, cantor de forró

“Vá em paz Dominguinhos. Sentirei saudade do seu sorriso, mas vc é maravilhoso e nos deixou a sua…”

Ivete Sangalo, cantora

“Dominguinhos: que falta ele vai fazer”

Glória Perez, novelista

“Uma grande perda para a música brasileira! Descanse em paz Dominguinhos… Sempre terá o meu respeito e admiração”

Tatau, músico

“E o Brasil perde mais um grande artista, morre nesta terça-feira nosso Dominguinhos, o eterno o Rei da Sanfona”

Zezé Motta, atriz

 

“Grande mestre Dominguinhos, descanse em paz!
Na minha memória sempre estará os grandes momentos, em estúdio, nos palcos, nos encontros da vida, na grande influência que tive com a sua música. O Nordeste e o Brasil será eternamente grato pelo legado deixado com a sua obra”

Luciano Magno, músico

“Ele era uma pessoa muito simples. Quando vinha tocar no forró de Arlindo, pagava a própria banda e não cobrava cachê. É uma pena”
Roberto Andrade, produtor
“Uma das coisas mais lindas Dominguinhos e @gilbertogil”

Flora Gil, esposa de Gilberto Gil 

“Fico imaginando a alegria de Luiz Gonzaga recebendo Dominguinhos, dizendo: isso é hora de você chegar, seu cabra! #SaudadeEterna”

Mução, humorista.

Confira a linha do tempo na carreira de Dominguinhos.

Mestre da sanfona morreu neste 23 de julho, após 50 anos de carreira e 72 de vida.

Luiz Gonzaga (esq) foi o grande responsável pela carreira de Dominguinhos (Reprodução de internet)

Luiz Gonzaga (esq) foi o grande responsável pela carreira de Dominguinhos.
Depois de 50 anos de carreira e mais de 40 discos gravados, herdeiro musical de Luiz Gonzaga – ovacionado pela crítica e querido pelos amigos e fãs – morreu nesta terça-feira no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

LINHA DO TEMPO

Em 1941, Garanhuns, Pernambuco, Brasil e mundo ganharam um dos mais importantes compositores e sanfoneiros do país. Nasceu Dominguinhos.

Em 1948, conhece Luiz Gonzaga pessoalmente, no Hotel Tavares Correia, em Garanhuns, quando se apresentava com o grupo Os Três Pinguins, formado pelos irmãos. Para a mesa onde o até então desconhecido estava sentado. Dominguinhos mostra os primeiros indícios do seu destino. Na época, tocava pandeiro.

Em 1950, o predestinado artista começa a tocar sanfona dos oito baixos. 

Em 1952, passa a tocar acordeom, inspirado no irmão mais velho, o primeiro sanfoneiro da família.

Em 1954, Mestre Chicão, afinador de sanfona e pai de Dominguinhos, leva os filhos para o Rio de Janeiro ao encontro com Gonzaga. Na visita no bairro Maria da Graça, ele recebeu uma sanfona de 80 baixos de Gonzaga. Amizade selada entre Dominguinhos, que viria a ser o principal herdeiro do Rei do Baião.

Em 1964, gravou o primeiro disco Fim de festa, pelo selo Cantagalo. 

Em 1968, visitou Exu, terra de Luiz Gonzaga, pela primeira vez, acompanhado do Rei do Baião, no centenário do Araripe. Encontrou uma parceira na música, responsável por Eu só quero um xodó. 

Em 1972, começou a conviver com artistas de outros estilos musicais, participando do show Índia, de Gal Costa, e Refazenda, de Gilberto Gil. 

Em 1979, a música Quem me levará sou eu, parceria com Manduka, venceu o Festival da TV Tupi. Participou do disco de estreia de Elba Ramalho, o Ave de prata.

Em 1985, selou parceria com Chico Buarque, com quem compôs a música Tantas palavras. 

Em 1989, perdeu o padrinho musical e amigo, Luiz Gonzaga. 

Em 1993, criou o Projeto Asa Branca, focado em promover shows em praças públicas em diferentes cantos do país.

Em 1997, lançou o CD Dominguinhos e convidados cantam Gonzaga. 

Em 2001, foi homenageado pelo Festival de Inverno de Garanhuns (FIG). 

Em 2002, Dominguinhos ganhou o Grammy Latino, com o disco Chegando de mansinho. 

Em 2003, participou do projeto Todos cantam Zé Dantas e Luiz Gonzaga.

Em 2004, dividiu temporada de shows com Elba Ramalho, que resultou em CD.

Em 2006, lançou Conterrâneos.

Em 2007, descobre que tem câncer no pulmão e começou sessões de quimioterapia desde então. Concorreu ao Grammy Latino. 

Em 2008, o documentário O Milagre de Santa Luzia é lançado e vence o prêmio de Melhor Trilha Sonora do 41º Festival de Brasília do Cinema Brasileiro. Dominguinhos é homenageado no Prêmio Tim. 

Em 2009, Dominguinhos lançou o primeiro DVD, gravado em Nova Jerusalém.

Em 2010, recebeu homenagem do Prêmio Shell e lançou o álbum Lado B, com Yamandu Costa, e o CD e DVD Iluminado. 

Em 2011, Dominguinhos se recupera de infarto. 

Em 2012, foi lançado o box Pernambuco forrozando para o mundo – Viva Dominguinhos. Vence o Grammy Latino, na categoria Álbum de raiz, com o disco Iluminado. Após participar de sucessivas celebrações pelo centenário de nascimento de Luiz Gonzaga, ele foi internado com infecção respiratória e arritmia cardíaca. 

23 de julho de 2013 – Morre aos 72 anos, às 18h, no Hospital Sírio-Libanês (SP), em decorrência de complicações infecciosas e cardíacas.

 

Fonte: Divirta-se Uai.com

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