EUA apoiam decisão do Panamá de revistar navio norte-coreano


Navio Chong Chon Gang vinha de Cuba com um carregamento de açúcar.
Autoridades panamenhas suspeitaram que embarcação levava drogas.

Foto divulgada pelo presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, em seu Twitter, mostra o que ele chama de 'sofisticado equipamento de míssil, não permitido', apreendido em navio norte-coreano de carga na costa panamenha (Foto: AFP)

Foto divulgada pelo presidente do Panamá, Ricardo Martinelli, em seu Twitter, mostra o que ele chama de ‘sofisticado equipamento de míssil, não permitido’, apreendido em navio norte-coreano de carga na costa panamenha.

Os Estados Unidos elogiaram e expressaram seu apoio à decisão do Panamá de inspecionar um navio norte-coreano procedente de Cuba, no qual foram encontrados um sistema de controle de mísseis antiaéreos.

‘Os Estados Unidos saúdam as ações que o governo do Panamá empreendeu neste caso’, declarou o porta-voz do Departamento de Estado, Patrick Ventrell. ‘Estamos prontos para cooperar’ com o Panamá, acrescentou sem dar mais detalhes.

O navio Chong Chon Gang, procedente de Cuba com um carregamento de açúcar, foi abordado na quarta-feira passada, quando aguardava permissão para cruzar o canal doPanamá, e levado ao cais de Manzanillo, do Porto Colon, a 80 km da Cidade do Panamá, onde permanece em uma zona restrita.

As autoridades panamenhas suspeitaram que a embarcação transportava drogas, mas ficaram surpresas ao encontrarem ‘um sofisticado equipamento de mísseis’, segundo o próprio presidente do país, Ricardo Martinelli.

Segundo Ventrell, o Chong Chon Gang foi listado como suspeito de traficar drogas por especialistas da ONU em 2012.

‘Se de fato existir um carregamento de armas a bordo deste navio, qualquer carregamento de armas ou material relacionado viola as resoluções 1718, 1874 e 2094 do Conselho de Segurança’ da ONU, disse.

Essas resoluções exortam Pyongyang a cancelar seu programa de mísseis balísticos e proíbe a importação e a exportação de armas. ‘Qualquer país que estiver exportando armas ou material relacionado para a Coreia do Norte, estará cometendo uma violação’, insistiu Ventrell. A inspeção do barco pode durar uma semana.

No Canal do Panamá trafegam navios militares e mercantes com carregamento bélico, mas essas cargas devem ser declaradas com antecedência e requerem um protocolo especial, disse um funcionário do canal.

O regime de Pyongyang e as autoridades cubanas ainda não reagiram ao caso.

Cuba, de onde o navio zarpou, é um dos poucos países que mantêm laços diplomáticos com o governo de Pyongyang, que está fortemente isolado na comunidade internacional por seus testes nucleares.

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