“Vida Selvagem”, a aventura da natureza.


Um típico documentário britânico à “La David Attenborough”, que é o mesmo que dizer um excelente filme . 

O realizador Michael Gunton através do olhar envolvente de uma variedade incrível de animais e de apenas uma única planta, proporciona ao espectador o papel de observador que assiste ao nascimento e ao renascimento dessas formas de vida.

O mais surpreendente no documentário é a forma como consegue captar a intimidade e o detalhe das espécies, – através da mais alta tecnologia – desde mamíferos como o macaco das neves, aos gorilas, até ao mais insignificante dos insectos. 
Com o auxílio da narração preciosa do “agente secreto” Daniel Craig, “Vida Selvagem” é extremamente cativante e informativo.

A estupenda fotografia, impressiona pelo brilhantismo técnico. O que leva mesmo o espectador a questionar se está a ver um documentário ou um filme de ficção científica. 
O realizador usa e abusa do slow motion, em cenas como a caçada dos dragões de Komodo ao búfalo.

“Vida Selvagem” é um documentário sobre a aventura da vida. Sobre a nossa história (Seres humanos) e sobre as histórias deles (ditos animais). É o triunfo da sobrevivência, pura e simples. 
Através de planos de proximidade, de um extraordinário realismo e de uma banda sonora envolvente, “Vida Selvagem” consegue conferir um tal dramatismo, que essa experiência será muito difícil de replicar em televisão.

Dismistifica a relação entre o predador e a presa, elucida sobre a habilidade, a inteligência e a esperteza que é estimulada pela necessidade de sobrevivência. 
Debruça-se sobre o papel dos progenitores que tudo fazem para proteger os seus. 
Este quadro familiar só é perturbado pela filmagem, atroz e cruel , de três chitas vorazes a devorarem uma avestruz. 
O documentário em vez de recorrer facilmente a definições, caracteriza o predador de tal forma rica, que não são necessários mais memorandos.

“Vida Selvagem” aproxima-nos “deles”. Afinal de contas, todos os seres vivos do planeta partilham a mesma coragem, a mesma determinação, a busca do amor verdadeiro e o desejo de criar vida.

O documentário apela ao nosso lado mais sensitivo e consegue esgotar todos os nossos adjectivos. Não existem palavras, apenas sensações que merecem ser vistas e sentidas numa sala de cinema.

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