Menina atacada por talibãs financiará escola com Angelina Jolie.


Malala Yousafzai sobreviveu a uma tentativa dos talibãs para assassiná-la por sua defesa da educação feminina Foto: AFP

Malala Yousafzai sobreviveu a uma tentativa dos talibãs para assassiná-la por sua defesa da educação feminina.

Malala Yousafzai, a adolescente paquistanesa que sobreviveu a uma tentativa dos talibãs para assassiná-la por sua defesa da educação feminina, anunciou a primeira doação do fundo criado em seu nome para um projeto no Paquistão, com ajuda da atriz Angelina Jolie.

Esta doação de US$ 45 mil, anunciada na noite de quinta-feira em uma mensagem de vídeo enviada da Inglaterra à conferência Mulheres no Mundo em Nova York, servirá para enviar à escola 40 meninas de cinco a 12 anos no vale do Swat, a região natal de Malala, no noroeste do Paquistão, segundo um comunicado da Vital Voices, a ONG que abriga o fundo.

“Anunciar a primeira subvenção do Fundo Malala é o momento mais feliz da minha vida”, disse em sua mensagem a jovem de 15 anos, que vive agora em Birmingham (Inglaterra), onde foi tratada após o atentado de 9 de outubro.

“Convido a todos a apoiarem o Fundo Malala para que possamos passar da educação de 40 meninas à de 40 milhões de meninas”, acrescentou.

A soma foi arrecadada com a ajuda de Angelia Jolie, da Fundação Mulheres no Mundo e da Vital Voices, que informou que, por razões de segurança, não iria revelar a região onde o projeto será levado adiante nem o nome da organização responsável.

A atriz de Hollywood, embaixadora da boa-vontade do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), se comprometeu recentemente a doar 200.000 dólares, anunciou em Nova York.

Jolie aproveitou a ocasião para homenagear Malala, que foi baleada na cabeça em um ataque cometido no dia 9 de outubro contra o ônibus escolar no qual viajava voltando para casa, por parte de um grupo talibã que buscava castigá-la por seu compromisso a favor da educação de meninas paquistanesas. 

“Isto é o que conseguiram”, afirmou a atriz americana. “Dispararam à queima-roupa na cabeça e a tornaram mais forte. A tentativa brutal de silenciar sua voz a tornou mais forte”, disse Jolie.

Malala, que foi submetida em fevereiro com sucesso a duas operações de reconstrução craniana, voltou em março à escola em sua nova cidade, de onde continua sua luta.

A adolescente, cuja primeira autobiografia, “I am Malala”, será publicada neste ano, também é uma das candidatas ao prêmio Nobel da Paz 2013.

Ela ganhou relevância internacional há três anos, quando passou a divulgar sob pseudônimo em um blog o regime de terror imposto pelos talibãs em sua região natal no Vale de Swat.

O ataque contra ela teve grande impacto no país e na comunidade internacional, e Malala recebeu o Prêmio Nacional da Paz por sua defesa da educação das meninas frente aos postulados dos fundamentalistas radicais.

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