Famílias reconhecem corpos de vítimas da chuva em Petrópolis, RJ.


Movimentação no IML da cidade nesta terça-feira foi intensa.
Quatro pessoas de uma mesma família morreram em festa de aniversário.

Sebastião perdeu a ex-mulher e dois filhos em um deslizamento de terra em Petrópolis (Foto: Isabela Marinho/G1)

Sebastião perdeu a ex-mulher e dois filhos na
tragédia em Petrópolis.

A movimentação no Instituto Médico Legal de Petrópolis, na Região Serrana, foi intensa nesta terça-feira (19). Moradores de áreas afetadas pelo temporal, no domingo (17), procuravam por parentes e amigos.

Foi o caso de Sebastião Sérgio da Silva, que perdeu dois filhos e a ex-mulher na tragédia. Stéfane Pereira da Silva, de 13 anos, Iago Pereira da Silva, 9, e Monique Pereira da Silva estavam em casa na Rua Boca do Matom na localidade do Espírito Santo, no bairro Quitandinha.

“Foi um choque. Um colega me disse que eu teria que vir [ao IML] porque tinha perdido meus dois filhos. Foi muito triste. É muito difícil. Foi todo mundo embora, só sobrou a Liliane, que está no Hospital Santa Tereza”, disse Sebastião, que recebeu a notícia da morte dos filhos e da ex-mulher as 8h desta terça.

Sebastião teve que pedir autorização do juiz para liberar o corpo, já que os documentos dos filhos estavam com a mãe das crianças, que também morreu, vítima do temporal.

Família morre em festa
Quatro pessoas de uma mesma família também morreram na tragédia em Petrópolis. Everton Fernandes, de 18 anos, foi o único sobrevivente do deslizamento de terra na localidade Espírito Santo,  no bairro Quitandinha.

Pedro Fernandes, Cristina e dois filhos do casal morreram (Foto: Isabela Marinho/G1)
Pedro Fernandes, Cristina e dois filhos do casal
morreram.

No momento do temporal, Pedro Fernandes comemorava o aniversário da mulher Maria Cristina Bender, de 42 anos, na companhia dos filhos: Letícia Ventura Fernandes, de 6 anos, e Nicolas Ventura Fernandes, de 9. O irmão de Pedro, José Ventura Fernandes, também esteve no IML.

“Vim aqui [IML] fazer o reconhecimento. Os corpos das crianças foram levados pelo rio e foram parar na BR- 040”, disse José ao G1.

Segundo José, Everton, só sobreviveu porque não estava em casa. Ele havia saído na manhã de domingo porque está servindo ao Exército.

“Everton está muito mal, tomou até remédio para dormir. Ele foi liberado do Exército ontem e deixou o quartel para ir para casa”, contou Cássia Barros, amiga da família e madrinha de Nicolas.

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