Encontrado o fóssil mais antigo de um macaco do velho mundo.


Dentes encontrados no Quênia têm 12,5 milhões de anos e ajudam a explicar evolução dos primatas.

Macaco Colobo

Macacos do velho mundo: a família Cercopithecidae reúne mais de 130 espécies de primatas, como os colobos, que habitam a África e a Ásia.

Dois dentes encontrados em um sítio paleontológico nos Montes Tugen, no Quênia, podem ajudar os pesquisadores a reescrever a história evolutiva dos primatas. Datando de aproximadamente 12,5 milhões de anos, eles são os fósseis mais antigos já encontrados de macacos do velho mundo, uma família que reúne mais de 130 espécies de primatas que habitam as zonas tropicais da África e Ásia. O grupo — conhecido como família Cercopithecidae — inclui algumas das espécies mais conhecidas de macacos, como os babuínos e macacos rhesus, e é evolutivamente próximo dos grandes primatas, entre eles os humanos. A descoberta é importante porque existem poucas evidências fósseis antigas do processo que levou à evolução dos macacos do velho mundo e dos primatas como um todo.

A análise dos pesquisadores foi publicada nesta segunda-feira na revista PNAS. Segundo o estudo, os dentes pertenceram a dois macacos colobos, uma subfamília que existe ainda hoje e reúne espécies de médio porte, como o langur. O formato dos dentes sugere que a espécie descoberta dependia menos da alimentação de folhas do que os seus descendentes atuais.

Até agora, o registro mais antigo da família Cercopithecidae datava de 9,5 milhões de anos atrás. Os pesquisadores sabiam que eles deveriam ser mais velhos, mas a compreensão de sua origem e diversificação era obscurecida pela raridade de fósseis antigos na África. O sítio nos Montes Tugen é um dos poucos locais que conservam registros com idades entre 10 e 15 milhões de anos. 

Segundo os pesquisadores, a descoberta deve ajudar os trabalhos que se baseiam em evidências fósseis para estimar as datas em que as diferentes espécies e famílias de primatas se diferenciaram. Ao encontrar fósseis três milhões de anos mais antigos, os cientistas mostram que sua raridade se deve mais a fatores geológicos — que dificultam a manutenção dos registros — do que a fenômenos biológicos, e isso deve ser levado em conta durante o estudo de novas hipóteses evolutivas.

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