‘Atitude covarde’, declara Hartung sobre pedido de bloqueio de bens.


Ex-governador do ES é alvo de ação por improbidade administrativa.
Paulo Hartung diz que não foi ouvido pelo Ministério Público estadual.

O ex-governador do Espírito Santo, Paulo Hartung, classificou como “covarde” o pedido do promotor Dilton Depes, do Ministério Público do estado (MP-ES), de bloqueio dos bens do próprio Hartung e de outras sete pessoas, entre elas, o ex-secretário da Fazenda e atual presidente do banco Banestes, Bruno Negris, por improbidade administrativa, motivada por um suposto rombo de R$ 25 milhões aos cofres públicos do estado.

O MP-ES solicitou à Justiça o bloqueio, pois, segundo o órgão, o dinheiro teria sido gastado na construção do Posto Fiscal José do Carmo, em Mimoso do Sul, na região Sul do estado, que começou em 2005 e foi extinto em 2009. Entre as supostas irregularidades estão o “desperdício do dinheiro público na execução de uma obra sem utilidade para o estado doEspírito Santo”. A Ação Civil Pública foi encaminhada para a 3ª Vara dos Feitos da Fazenda Pública Estadual.

A promotoria também destaca “possíveis irregularidades no procedimento licitatório e na execução da obra”. O que também chamou a atenção do Ministério Público é que o processo de início das obras se deu em 2005, mas em 2009 o posto foi extinto, não havendo então retorno para a população.

Em um trecho da ação, o MP-ES destaca que houve a participação direta do ex-governador Paulo Hartung na situação. No ano de 2006, de acordo com as investigações, ele abriu crédito suplementar de R$ 4 milhões para o custeio das obras. Houve também o pagamento de cerca de R$ 21 milhões à construtora responsável pela obra. Após o encaminhamento da ação, o Ministério Público agora aguarda que o pedido seja deferido e que a Justiça decrete o bloqueio dos bens dos envolvidos, para que o estado seja ressarcido.

Outro lado

Em nota, o ex-governador Paulo Hartung afirmou que não foi ouvido pelo promotor Dilton Depes, responsável pela ação. Ele disse que “há uma obsessão para diminuir as ações feitas em seu governo”.

Sobre a suspeita de desperdício de dinheiro público, Hartung explica que a obra do posto fiscal em Mimoso do Sul foi extinta por conta da modernização de processos fiscais e as notas passaram a ser emitidas eletronicamente, sem a necessidade de um posto na estrada. Ele acredita que o serviço iniciado no local não está perdido e pode ser reaproveitado em outras obras.

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